quarta-feira, 27 de abril de 2011

PROGRAMAÇÃO DA 1ª ASSEMBLEIA REGIONAL DA ANEL - NORTE DO PARANÁ

Segue abaixo a programação da 1ª Assembleia Regional da ANEL - Norte do Paraná:

9h – Apresentação da ANEL 

9h30 – Mesa de Abertura: “Os cortes de verba dos governos Dilma e Beto Richa e os desafios da Juventude” (convidados: ANEL PARANÁ, DCE-UEM, Coletivo da Luta Não me Retiro - UEM, Centro Acadêmico de Letras - UEM, Grêmio do Colégio Estadual Panorama – Sarandi, Coletivo Pró-Cotas – UEL e CSP-CONLUTAS). 

11h30 – Almoço 

13h – Grupos de Discussão Temáticos: Expansão; Acesso e Permanência; Opressões; Secundaristas e Meio-Ambiente. 

16h – Plenária Final e Eleição da Comissão Executiva Regional da ANEL – Norte do Paraná 

18h – Festa para Arrecadação de Finanças para o 1º Congresso da ANEL

PARTICIPE DO DIA NACIONAL DE LUTAS

(clique na imagem para ampliar)

CARTA CONVOCATÓRIA DA 1ª ASSEMBLEIA REGIONAL - NORTE DO PARANÁ

(clique para ampliar)
O início de 2011 já evidencia qual a verdadeira situação em que se encontra o povo brasileiro, os trabalhadores e juventude. Enquanto os parlamentares têm seus salários absurdamente aumentados em 62%, juntamente com a Presidenta Dilma, em 133%, os trabalhadores são obrigados a viver com míseros R$ 545, enquanto os preços dos alimentos sobem vertiginosamente. Também neste inicio de ano, vivenciamos o aumento das passagens em várias capitais do país, onde os estudantes saíram às ruas denunciando mais esse ataque por parte dos empresários e governo e reivindicando o passe-livre. Em Maringá, por exemplo, sofremos com a licitação direcionada que o prefeito Silvio Barros (PP) implementou para dar à empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) o monopólio por mais 40 anos. 

Apesar da propaganda de que o Brasil vive uma fase de crescimento econômico muito forte, Dilma já abre as portas do seu governo anunciando a suspensão de concursos públicos, ataque aos direitos dos servidores das universidades públicas, privatização dos Hospitais Universitários (MP 520 assinada por Lula no final de 2010) e um corte de R$ 50 bi no orçamento nacional, que significou também uma tesourada de mais de R$ 3 bi na educação. Já no Paraná, o governo Beto Richa (PSDB) assumiu o Palácio do Iguaçu com um corte de 38% das verbas de custeio das universidades paranaenses e, logo após assumir, cortou mais 15% de todas as secretarias, incluindo da educação. 

Assim, ficam explícitos o reflexo da política educacional dos governos: faltam professores, filas nos Rus (além do preço abusivo na UEL), estudantes através de bolsas trabalho suprem a falta de funcionários nas universidades e nas escolas secundaristas além do número elevado de estudantes por sala de aula, estes ainda convivem com a falta de refeitórios nos colégios. 

Contudo, os estudantes demonstram que não se calaram e que estão dispostos a lutar pelo direito a educação. Os estudantes da Educação Física da UEM pararam a BR-276 lutando por contratação de professores, o DCE da UEM em solidariedade aos trabalhadores do RU, pularam catracas, os secundaristas de Sarandi dão exemplo nacionalmente de combate as políticas privatistas do município, sendo vanguarda na derrubada do prefeito em 2010. 

São nessas lutas que a ANEL vem se construindo, se colocando na linha de frente na defesa da qualidade do ensino e unificando forças com os trabalhadores. Por isso, neste sábado (30/04) realizaremos, a partir das 9h, na UEM a nossa I Assembleia Regional da ANEL – Norte do Paraná. Convidamos tod@s estudantes a estarem presentes conosco discutindo a construção do Primeiro Congresso da ANEL e fortalecendo as lutas locais, sendo um importante espaço para debater e organizar as tarefas colocadas ao movimento estudantil e avançar na consolidação da entidade. Além de debater os desafios em relação à educação, meio ambiente, conjuntura, opressões e o papel que cumpre a juventude nas diversas lutas que estão acontecendo no mundo e no país. 


PARTICIPE! 

ANEL E DCE UFRRJ CONTRA O LIXÃO EM SEROPÉDICA

6 milhões podem morrer no Rio de Janeiro

Nos anos de 2014 e 2016, o Rio de Janeiro terá em seu calendário importantes datas para todo o Brasil,em especial para a população carioca, período de copa do mundo e olimpíadas, são datas onde o povo exibe seus ideais patrióticos, todavia de forma alienada, são períodos de festas e glória. É exatamente isso que o Estado quer que você pense, e produza, todavia um mau oculto se torna necessário na visão do capital para que os megaeventos tenham existência, um mau tão bem programado que sua contestação é muito pequena e isolada, esta que deveria ser a primeira grande luta do novo século, isto é, uma luta pela sobrevivência e pelo povo.

O governo Sérgio Cabral e Eduardo Paes começaram o processo de embelezamento do Estado do Rio de Janeiro, pois os megaeventos pedem organização e limpeza em sua passagem, com isso tornou-se necessário dar outro destino a todo lixo produzido pela população da capital, vários municípios carentes estavam em cogitação, a ideia era simples, o que tiver o IDH mais baixo, é onde existirá menos luta, com isso o escolhido foi Seropédica, área de solos arenosos, rica em biodiversidade, possui um gigantesco aquífero que pode abastecer toda população carioca em casos de crise, e que além desta alimenta o Rio Guandu através de diversos corpos d´água, este foi o lugar escolhido para se construir o mais novo lixão da cidade do Rio de Janeiro, bem em cima deste aquífero.

O processo foi rápido, o corrupto ex prefeito de Seropédica, o Sr. Darci dos anjos, que esta sendo caçado por compra de votos, mudou a lei orgânica do município junto à câmara de vereadores, em apenas algumas horas, sem consulta ao povo, este foi o ponto de partida para Cabral e Paes, pois com a mídia ao seu lado, e fortes influencias políticas, tornavam a luta muito difícil, o aterro foi construído na região de chaperó, bem em cima do aquífero Piranema, professores da UFRRJ fizeram diversos laudos técnicos, apoiados pela EMBRAPA e o CREA, que comprovam que isso era um ato insano, pois se o chorume tóxico produzido pelo lixo vaza-se para o Rio Guandu, teríamos mais de 6 milhões de pessoas condenadas à morte! A regra em geologia é clara, não se constrói aterro em cima de aquífero, e ainda mais com solo arenoso. O que também é fantástico, é que toda esta aberração só se consolidou devido a permissão do INEA, isto é, o instituto estadual do meio ambiente. Quando a ciência esta a favor do capital, o questionamento não existe, mas quando está a favor da vida humana, já temos a resposta.

Vale argumentar que a resposta do INEA é que o lixão possui uma camada de proteção no solo, na qual vale argumentar que rompeu só com o peso da chuva, sem lixo! Isto se deve , porque Seropédica tem altos índices pluviométricos, um dos maiores do Rio de Janeiro, o que sem dúvida gera medo, pois este empreendimento é sem dúvida uma bomba relógio, e se nós não a desativarmos, com certeza muita gente vai morrer! O DCE-UFRRJ que constrói a ANEL, esta nesta luta faz três anos, e convida a todos companheiros e companheiras dos movimentos de luta a combater pelo povo, em honra ao movimento estudantil e pela justiça!


O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
Albert Einstein

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ANEL E DCE-UNB PARTICIPAM DE REUNIÃO COM O MEC

Dia 13 de abril é marcado por protestos de estudantes e servidores em Brasília.

ANEL e DCE UnB, após vitorioso protesto no MEC, reúnem-se com o Secretário Executivo Adjunto do Ministério e reivindicam a suspensão do corte de verbas da Educação e 10% do PIB.

Em uma terça-feira ensolarada, a Esplanada de Brasília foi palco de uma grande mobilização de servidores públicos e estudantes. Impactados com os recentes cortes de verba (mais de 3 bilhões só da educação) e os ataques aos direitos do funcionalismo, como o congelamento salarial de 10 anos, a saída foi levar milhares à Brasília e protestar, exigindo mudanças.

O movimento estudantil organizou uma manifestação muito importante em frente ao Ministério da Educação. A realidade das universidades impulsionou uma adesão significativa, especialmente de Juiz de Fora onde o corte no orçamento da UFJF chegou a 50%, cancelando trabalhos de campo, bolsas de pesquisa, e agravando a falta de professores, estrutura e assistência estudantil. Teve um destaque também à participação dos estudantes da UnB e de seu DCE, que sensibilizados com a recente enchente que inundou salas de aula, laboratórios e derrubou paredes na universidade, deixou claro a precarização estrutural que tende a se agravar com o recente corte de verbas. Tiveram presentes também representações de Goiás, Pará, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, entre outras cidades.

Após uma importante agitação na porta do MEC, onde os estudantes gritavam “Ô Dilma, assim não dá! Com esse corte não tem como eu estudar!”, uma comissão de 10 alunos das seguintes entidades: ANEL, DCE UnB, DCE UFRJ, DCE UFG, além de Centros Acadêmicos da UFJF e UnB se reuniram com o MEC. Quem nos recebeu foi o Secretário Executivo Adjunto, Francisco das Chagas Fernandes, antigo Secretário da Educação Básica do MEC e reitor da Universidade Federal de Viçosa.

Durante a reunião, a ANEL apresentou sua pauta de reivindicações ao MEC, partindo da necessidade de reverter os cortes de 3,1 bilhões de reais da educação que já está se expressando com força nas universidades e escolas. Além disso, situando a situação das universidades de expansão de vagas sem expansão de recursos suficientes, reivindicamos o aumento do financiamento para a educação de 10% do PIB, e que seja realizado imediatamente, e não como parte de uma emenda no Plano Nacional de Educação, como propõe a UNE, que seria para daqui há 10 anos, em 2020.

A resposta do Secretário não poderia ser mais superficial e passou longe de dar uma resposta que apontasse a solução do problema. Começou dizendo que o corte não impactou e sequer causará qualquer efeito nas universidades e escolas, nem em verba de custeio nem de capital. Afirmou que as obras em andamento do REUNI terão máxima prioridade do governo e que os problemas de agora podem estar relacionados a atrasos no repasse, que seriam resolvidos pelo Ministério. Utilizou a maior parte do seu tempo fazendo propaganda das políticas educacionais do governo Lula e agora, Dilma, afirmando “como nunca se investiu tanto em educação pública nesse país, como nunca ingressaram tantos jovens nas universidades” e assim por diante. Sobre a ampliação no financiamento, foi categórico. Disse que o compromisso do governo é se empenhar para, daqui a 10 anos, investir 7% do PIB para a educação, como disse a presidente Dilma e o seu PNE. A reivindicação dos 10% do PIB, em sua opinião, seria uma proposta completamente inviável. Em recente declaração, o próprio Ministro Fernando Haddad já anunciou que mesmo os 7% previstos serão muito difíceis de conseguir atingir: “o esforço que fizemos em 5 anos para elevar em 1% os investimentos do PIB em educação não foi pequeno” – declarou o Ministro.

Sobre a pauta emergencial da UnB, o Secretário se comprometeu com verbas adicionais para as reformas estruturais da universidade nas áreas atingidas. Consideramos que foi muito importante a atuação unificada da ANEL com o DCE da UnB, porém é importante alertar aos companheiros que não podemos ter uma posição de confiar neste governo e em seu Ministério da Educação. Com apenas poucos meses de governo Dilma, já ficou claro que a Educação não será uma real prioridade de seus gastos e que sua política segue sendo de privatização e precarização da educação pública. Nesse sentido, a postura de elogiar as políticas educacionais, como o Reuni, e afirmar que o DCE tem confiança de que o Ministério irá se empenhar para de fato solucionar os problemas dos estudantes pode levar nossa luta para um final decepcionante. Nós, da ANEL, acreditamos que o caminho que devem seguir os estudantes é o da mobilização, pressão e elaboração de propostas que realmente visem resolver os problemas educacionais, começando por vetar o corte no orçamento e garantir uma ampliação de 10% do PIB para a educação.

A ANEL faz uma chamado a todas as entidades e setores do movimento estudantil independente para realizar uma grande Campanha Nacional contra os cortes e pelos 10% do PIB já! Já temos como parceiros nessa luta o ANDES-SN e boa parte dos Coletivos da Oposição de Esquerda da UNE. Estamos articulando a intervenção a partir das lutas locais no Dia Nacional de Mobilizações da CSP-CONLUTAS, 28/abril, e ainda a construção de um Plebiscito Nacional para o 2º semestre sobre esse tema. A ANEL se compromete, ainda, em fazer do seu 1º Congresso Nacional um grande articulador dessa luta, elaborando um Programa Educacional que esteja comprometido com o caráter público, gratuito e de qualidade, e por isso com uma significativa ampliação do investimento do governo em Educação, além de um Calendário de Lutas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CONGRESSO DA ANEL EM MARCHA!

Começou a eleição dos delegados em todo o Brasil!

Nos dias 23 a 26 de junho você já tem um compromisso marcado.

Não fique fora dessa!

Independente do curso, da universidade, da escola, dos compromissos pessoais, uma coisa unifica nesse momento todos os estudantes livres do país: estamos juntos construindo com muito empenho e empolgação o 1º Congresso da ANEL.

Essa semana foi dado um passo crucial para o sucesso do nosso Congresso: iniciamos a eleição dos delegados. Contando já com mais de 100 estudantes eleitos, devemos terminar abril já com algumas centenas de delegados, em processos vivos de debate político, lutas específicas e muita disposição de construir uma nova alternativa nacional para o movimento estudantil brasileiro.

Na última Assembléia Nacional da ANEL, realizada em Belém do Pará, batemos o martelo em relação a Data, Programação e Regimento (confira em neste blog ou em anelonline.org – 1º Congresso). A proposta decidida em Assembléia é aproveitar o feriado de Corpus Christi e realizar o Congresso nos dias 23, 24, 25 e 26 de junho.

Buscamos, na definição da Programação, refletir os processos reais que vivem os estudantes e a Educação em nosso país, convidando palestrantes de Sindicatos e Intelectuais parceiros da ANEL. Buscamos também refletir o apoio às lutas internacionais, deixando um espaço para esse tema e apontando a possibilidade de trazer um representante estudantil do Egito, além de enviar alguém da ANEL para a Conferência dos Movimentos Sociais que será realizada no Cairo, nos dias 3, 4 e 5 de junho. Como não poderia deixar de ser, terá uma centralidade o tema de Combate às Opressões, além de avançar no aprofundamento de novos temas, através dos Painéis Temáticos sobre Cultura, Meio Ambiente, Transportes, Violência, Saúde, etc. Um tema de destaque do Congresso será sobre Concepção de Entidade e Trabalho de Base, para amarrar o funcionamento da ANEL, seu estatuto, finanças, estruturação.

Queremos que este 1º Congresso sirva como um grande articulador das lutas do movimento estudantil brasileiro, aprofundando a discussão do Programa da ANEL em todos os seus aspectos, da nossa Concepção de Entidade, avançando na aliança com a CSP-CONLUTAS, o ANDES-SN e a luta do conjunto da classe trabalhadora e que arme a juventude brasileira para estar a altura dos novos desafios. Será um passo fundamental para consolidarmos, de uma vez por todas, a ANEL como uma nova alternativa do movimento estudantil brasileiro.

Não fique de fora dessa! Marque já a eleição de delegados do seu curso ou escola e organize sua delegação para estar na Federal Rural do RJ, nos dias 23 a 26 de junho.

CONVOCATÓRIA PARA DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E LUTA!

28 de abril: DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E LUTA!

Maringá-Sarandi, 17 de abril de 2011.

Estimados camaradas,

O governo Dilma acaba de completar três meses, mas, apesar do pouco tempo, já ficou clara sua política de ataques aos trabalhadores e à maioria do povo. Foi assim com o aumento absurdo no salário dos políticos do Congresso, principalmente em comparação com o reajuste abaixo da inflação para o salário mínimo, com o aumento dos juros e as medidas contrárias aos direitos do funcionalismo público federal, especialmente a proposta de congelamento dos salários dos servidores.

A presidente realizou ainda o maior corte da história no orçamento da União, no total de R$ 50 bilhões, atingindo principalmente as verbas nas áreas sociais, como saúde, educação e programas sociais.

Portanto, não faltam motivos para sairmos à luta. O objetivo das entidades de oposição à esquerda ao governo é unificar, num mesmo dia de luta, todas as mobilizações das campanhas salariais com as mobilizações do movimento popular e estudantil. Precisamos organizar um amplo movimento nacional que derrote os ataques dos patrões, do governo Dilma, dos governos estaduais e das prefeituras, e que consiga nossas reivindicações.

Em nossa Região o ato de 28 de abril, acontecerá em Sarandi, que tem propiciado importantes lutas populares como a do lixo e da moradia popular, que precisam ser unificadas com as lutas do conjunto dos trabalhadores, como os servidores estaduais que estão em campanha salarial, além da juventude.

Nesse dia todas as entidades poderão intervir e apresentar suas pautas de reivindicação específicas junto ao governo.

Para isso, convocamos UMA REUNIÃO AMPLIADA DE PREPARAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO DIA NACIONAL DE LUTAS em nossa região.

DATA: 18 DE abril
LOCAL: Salão da Igreja Nossa Senhora Aparecida, centro – Sarandi – HORÁRIO: 20h00

VAMOS JUNTOS UNIFICAR AS LUTAS CONTRA OS ATAQUES DOS PATRÕES E DO GOVERNO!

Saudações!

____________________________
Comissão convocante:
ANEL
CSP CONLUTAS
Mov. dos Trab. por Moradia

Grêmio Colégio Panorama
Oposição APP-Sindicato
PSTU
P-SOL - Sarandi
PCB-Sarand

AGORA É HORA DE PREPARAR O DIA 28

Manifestação dos servidores em Brasília abre caminho para 28 de abril
A manifestação em Brasília no último dia 13/04, que na avaliação das entidades organizadoras reuniu aproximadamente 15 mil pessoas, foi vitoriosa e abriu novas possibilidades de negociação com o governo. O ato dos servidores públicos conquistou também a rejeição do Projeto de Lei 1.992 que permite a aplicação do texto constitucional acabando com a aposentadoria integral para os novos funcionários da União.

A manifestação contou com a presença da militância da CSP-Conlutas e suas entidades filiadas que com faixas, cartazes e bonecos fazendo alusão a Dil-má, chamaram a atenção em Brasília.

Diversas entidades participaram do ato e repercutiram a manifestação em seus informativos e sites.

Veja abaixo alguns deles:


Agora é hora de preparar o dia 28
Essa foi só uma primeira etapa da organização da resistência aos ataques do Governo Dilma. Agora o desafio de todas as categorias, entidades e organizações é fazer um grande dia de luta em 28 de abril.

Baixe o Cartaz do Dia de Mobilizações

Diversos informes estão chegando à Central e com uma intensa movimentação em vários estados. Os atos unificados estão sendo articulados pelas estaduais e regionais da Central. Muitas categorias estão aprovando a participação neste dia de luta, além disso, estão previstos a deflagração de greve ou paralisações dos trabalhadores.

Confira os informes enviados até o momento sobre as atividades nos estados

São Paulo: O Sinpeem aprovou paralisação com um ato no centro da cidade em frente a Sec. de Educação às 13 horas. Metroviários aprovaram como um dia de luta bem como a incorporação na atividade geral que vier a ocorrer. Os sindicatos de servidores como Sindsef/SP, Sintrajud entre outros, estão agendados como dia de luta na categoria.

São José dos Campos: Programada uma passeata envolvendo os metalúrgicos, os trabalhadores dos correios, os aposentados e os trabalhadores do Pinheirinho

Rio de Janeiro: Está indicada a realização de uma passeata (Candelária/Cinelândia) com um comício ao final. Até o momento aprovada paralisação na base do Sindpfaetec. O SEPE realiza manifestação na Alerj e na Secr. Estadual de Educação e ainda haverá assembléia da rede municipal que debaterá a possibilidade de paralisação. Haverá plenária no dia 19/04, de organização da atividade.
Minas Gerais: Em Belo Horizonte haverá o ato unificado com as centrais, contra a alta programada, Além disso, o ato denunciará também os acidentes do trabalho e contará com a participação dos metalúrgicos e de diversas categorias.

O ato começa às 8h com concentração na Praça 7. Participarão a CSP-Conlutas, CUT, CTB, NCST, UGT, CGTB, Fetaemmg, MST, Via Campesina e MAB. Às 10h haverá uma audiência com representantes das centrais, na sede da Superintendência Nacional da Previdência Social em BH, com a possibilidade de que um documento comum seja protocolado.

As entidades filiadas à CSP-Conlutas farão passeata até a Prefeitura de Belo Horizonte, onde também realizarão um almoço coletivo. Haverá ainda manifestação dos professores em frente à câmara municipal.

Em Congonhas, terá outro “trancasso” na porta da CSN – com a presença do SINDICATO DOS TRABALHADORES DA VALE DO CANADÁ.

Dia 02/05 – Terá atividades junto com movimentos sociais – pelo dia do trabalho

Ceará: Os trabalhadores da Construção Civil que aprovaram greve para o dia 18, farão atividades pelo dia de luta contra os acidentes de trabalho. Os rodoviários debaterão em assembléia a realização de uma paralisação para o dia de luta. Professores iniciam greve no dia 27/04. Servidores municipais do Vale do Jaguaribe aprovaram participar do dia 28. Está sendo articulado para que haja um ato unificado neste dia.

Paraíba: Servidores municipais de Bayeux aprovaram em assembléia a adesão ao dia nacional de luta.

Vamos seguir com a preparação e organização do dia de luta e incentivar a participação dos trabalhadores, estudantes e movimentos populares, nas atividades específicas e gerais que estão sendo organizadas. 

Portanto, no dia 28 de abril vamos levantar bem alto as nossas bandeiras por:
  • Redução e congelamento dos preços;
  • Aumento geral dos salários e das aposentadorias;
  • Direitos sociais e trabalhistas;
  • Valorização dos serviços e dos servidores públicos;
  • Transporte público, de qualidade e não aumento das tarifas;
  • Moradia digna para os trabalhadores;
  • Não ao pagamento da dívida pública.

ANEL - MARANHÃO: A caneta de sangue de Roseana Sarney e o sangue de luta dos professores *

Gramsci e tantos outros “intelectuais militantes” diziam que a dominação de classe no capitalismo se dá por consenso/convencimento ou por coerção/repressão. Quando a primeira alternativa falha, entra em cena a segunda. Os métodos utilizados pela governadora Roseana Sarney e sua Secretária de Educação Olga Simão contra os professores em greve no Estado do Maranhão confirmam essa máxima marxista. Eu mesmo tive oportunidade de participar de uma reunião na escola em que leciono com a então recém-empossada secretária de Educação. A leveza na fala e a atenção dispensada às angústias e denúncias dos professores impressionavam. Para alguns desavisados a postura dessa senhora era digna de auréolas. Pura impressão! Bastou iniciar a greve para a essência se sobrepor à aparência. O governo Roseana (PMDB/PT) resgatara sua fisionomiamais draconiana. Em primeiro lugar, assistimos a uma avalanche de notas distorcidas na imprensa que colocava os professores em condição de mercenários. Diziam que recebíamos o melhor salário do Brasil e que queríamos prejudicar os estudantes. Para isso, comparavam o salário de professores com nível superior e mais de 20 anos de sofrida docência no Estado do Maranhão com companheiros com nível médio em início de carreira em outros estados. A oligarquia Sarney usava a TV Mirante como “escudo” da juventude pobre do Maranhão e perguntava: a quem interessa essa greve? Mas,o pé do governo sangrou, o tiro saiu pela culatra e atingiu seu calcanhar de Aquiles. Erraram por atacar o conjunto da categoria, grevistas e não grevistas; assanharam a categoria, as escolas foram silenciadas e o movimento ensurdeceu as ruas. A tática do convencimento de Roseana mostrava seus limites e debilidades; a “caneta” precisava sangrar em favor da repressão.

A primeira canetada de Roseana Sarney foi para financiar entidades estudantis que emergiam do submundo das escolas para tentar atacar moral e fisicamente professores. O subserviente deputado Roberto Costa (PMDB) aparece em fotos junto com “estudantes” em manifestação contra a greve em frente à sede do sindicato. Ao seu lado, um carro de placa branca do governo do Estado “alimentava” os jovens com panfletos, água e lanches. Houve tentativa de invasão da sede do sindicato. A segunda canetada repressiva do governo partiu do judiciário. Só para lembrar Gramsci, é na esfera político-jurídica que se encontra o “punho de aço” do Estado. Ou seja, é onde se concentra a repressão. O desembargador Marcelo Carvalho Filho julgava a greve ilegal, com base em argumentos pra lá de inescrupulusos. Engana-se quem pensa que esse senhor tomou uma decisão judicialmente equivocada. Pelo contrário, a decisão foi política. Considerar que greve na educação coloca a vida dos indivíduos em risco de morte enquadrando-a na Lei 7.783/89 é um ato que, se vivêssemos de fato numa democracia, seria suficiente para arrancar a toga e cassar o diploma desse senhor. Mas, como já afirmamos, essa foi uma decisão politicamente correta no universo de injustiças que sustenta o grupo Sarney. O mesmo ato judicialmente insano foi praticado no STF pelo ministro Ricardo Lewandowski, que negou prosseguimento ao pedido do sindicato. Uma grave demonstração de que as garras do grupo Sarney estão fincadas no conjunto das instituições do Estado brasileiro e não apenas do Maranhão. Aqueles educadores que alimentavam ilusões no judiciário e na democracia burguesa foram obrigados a rever suas posições. Com tanto descalabro, o sangue da categoria ferveu e o pulso bateu mais forte. Roseana Sarney apostava suas fichas no STF, mas a categoria apostou nas mobilizações.

A continuidade da greve foi ratificada em assembléia no dia 07 de abril com cerca de 3 mil professores. O governo de Roseana entrava em um frenético desespero. No dia seguinte (sexta-feira) realizaram uma reunião com a susserania do governo e no sábado com dezenas de diretores de escolas. O governo exigia dos seus vassalos fidelidade plena. Uma onda de terror tomou conta da educação pública do Maranhão. Eram telefonemas e mais telefonemas aos professores. Especialmente aos contratados e recém-nomeados, ameaçando-os de devolução ou mesmo de demissão, conforme ocorreu no município de Barra do Corda. Uma “força tarefa” nunca vista na educação do Maranhão foi montada em caráter de urgência pelo governo. A maioria das escolas foi ocupada por técnicos da SEEDUC (Secretaria de Educação) para desempenhar uma função não prevista na LDB, a de capataz de governo. O estado de exceção foi instalado. Grevistas estão sendo tratados com quadrilheiros, alunos como detentos e as escolas como presídios. Correntes e cadeados novos impedem alunos de sair e professores grevistas de entrar nesses recintos públicos. Muitos professores estão acuados, outros aterrorizados, alguns foram internados com crise de nervos. Tudo isso deveria ser suficiente para a direção do SINPROESEMMA (CTB) excluir do Estatuto do Educador a famigerada Avaliação de Desempenho, sob pena de essa mesma avaliação tornar-se o último tijolo da muralha que tenta fazerda escola pública um feudo da oligarquia Sarney.

Ouço, como piada, diretores e os ditos “técnicos” dizerem que, por serem professores, são solidários à nossa luta, mas que, por outro lado, nada podem fazer a não ser cumprir as ordens “supremas”. Solidariedade seria entregar os cargos ou pelo menos se negarem a cumprir ordens punitivas contra colegas de profissão. Mas não! as escolas foram lacradas. Vários professores foram substituídos por outros que não aderiram à greve, numa clara tentativa de jogar a categoria contra a própria categoria. Infelizmente, entre os trabalhadores há aqueles que se submetem a situações humilhantes e indignas. Mas há aqueles, uma maioria absoluta, que trazem nas veias o sangue lutador. Continuam nas ruas, fazendo aquilo que podem, enfrentando diretores, jornalistas reacionários e as ameaças de exoneração. Até a principal BR do Maranhão foi bloqueada no intuito de desbloquear as negociações emperradas pelo autoritarismo neofacista do governo do Estado. A greve de uma categoria foi transformada em guerra de classe. Gostaria de saber aonde os “coveiros” da luta de classe, especialmente os pós-modernos, irão enfiar suas caras e teorias? Neste contexto, a razão comunicativa da sociedade dialógica de Habermas não passa de um cadáver fantasmagórico, morto pela realidade concreta, apesar de existir apenas como idealismo infantil no mundo capitalista. Repito, essa greve é uma guerra de classe contra classe.

Vergonhoso também é o papel que o PT e a CUT do Maranhão assumem nesse mesmo cenário. E preciso lembrar que o PT é parte desse governo, tem o vice-governador e alimenta a caneta de Roseana Sarney com o sangue de nossa classe. A CUT se esconde e não lança uma única nota em apoio à greve dos professores. Na verdade, lideranças históricas da CUT e do PT estão envolvidos até a medula nos casos de corrupção da FAPEMA do INCRA. Assim, como a categoria enterrou simbolicamente a governo de Roseana Sarney no ultimo dia 15/04 (quinta-feira), aos militantes desse PT um gesto importante para a greve seria se desfilarem em massa desse partido, desenterrando-o dos seus corações e mentes.

E lamentável ver tamanha covardia com uma categoria de homens e mulheres que passam mais tempo com os filhos da comunidade onde estão localizadas suas escolas do que com seus próprios filhos. É lamentável ouvir jornalistas como Roberto Fernandes que sempre nutriu uma grande simpatia da classe trabalhadora desse estado reproduzindo fielmente o discurso criminalizador de seus patrões da Mirante. Espero que o espírito desse camarada não esteja assombrado pelos “fantasmas” que rondam a Assembléia Legislativa do Maranhão? Na verdade, não são apenas os educadores que estão na alça de mira desse governo, mas a juventude de periferia que igualmente clama por uma educação de qualidade. “Prefiro ficar com sede até o final do horário do que beber essa água com gosto de esgoto”, assim desabafou uma aluna da escola Paulo XVI após aderir ao ato dos professores no bairro Cidade Operária. Não tenho dúvida que aqueles que negam uma educação de qualidade para esses jovens são os mesmos que entopem os bairros de periferia com crak, merla e armas. Essa é a politica de mão dupla do governo Roseana para a juventude pobre e negra. Os familiares dos 18 massacrados em Pedrinhas que os digam.

Eu, particularmente, não acredito na possibilidade de universalização da educação pública no capitalismo, nem muito menos que a educação irá resolver os graves problemas estruturais desse modo de produção. Na hierarquia de organização da sociedade capitalista a escola é um importante espaço de disputa por poder, mas não é dela que emana o poder dos que controlam a sociedade como um todo. No entanto, entendo que a luta por uma educação pública de qualidade é uma tarefa que não devemos abrir mão de jeito algum, especialmente num estado como o Maranhão que ocupa os mais baixos IDH’s do Brasil. A luta por uma educação libertadora deve ser parte da luta por uma sociedade de homens e mulheres livres. Por isso continuo orgulhoso em ser professor da escola pública e de, juntamente com outros (as) companheiros (as), dedicar uma parte preciosa de minha vida para lutar por uma educação pública e de qualidade, no que pese todo e qualquer tipo de retaliação.

* por Hertz Dias, graduado em História, mestre em educação e militante da CSP Conlutas-MA.