terça-feira, 5 de julho de 2011

POR QUE APLICAR JÁ 10% DO PIB NACIONAL NA EDUCAÇÃO PÚBLICA?

A educação é um direito fundamental de todas as pessoas. Possibilita maior protagonismo no campo da cultura, da arte, da ciência e da tecnologia, fomenta a imaginação criadora e, por isso, amplia a consciência social comprometida com as transformações sociais em prol de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a luta dos trabalhadores na constituinte buscou assegurá-la como “direito de todos e dever do Estado”.

No entanto, o Estado brasileiro, por expressar os interesses dos ‘donos do poder’, não cumpre sua obrigação Constitucional. O Brasil ostenta nesse início de século XXI, se comparado com outros países, incluindo vizinhos de América Latina, uma situação educacional inaceitável: mais de 14 milhões de analfabetos totais e 29,5 milhões de analfabetos funcionais (PNAD/2009/IBGE) – cerca de um quarto da população - alijada de escolarização mínima. Esses analfabetos são basicamente provenientes de famílias de trabalhadores do campo e da cidade, notadamente negros e demais segmentos hiperexplorados da sociedade. As escolas públicas – da educação básica e superior - estão sucateadas, os trabalhadores da educação sofrem inaceitável arrocho salarial e a assistência estudantil é localizada e pífia.

Há mais de dez anos os setores organizados ligados à educação formularam o Plano Nacional de Educação – Proposta da Sociedade Brasileira (II Congresso Nacional de Educação, II Coned, Belo Horizonte/MG, 1997). Neste Plano, professores, entidades acadêmicas, sindicatos, movimentos sociais, estudantes elaboraram um cuidadoso diagnóstico da situação da educação brasileira, indicando metas concretas para a real universalização do direito de todos à educação, mas, para isso, seria necessário um mínimo de investimento público da ordem de 10% do PIB nacional. Naquele momento o Congresso Nacional aprovou 7% e, mesmo assim, este percentual foi vetado pelo governo de então, veto mantido pelo governo Lula da Silva. Hoje o Brasil aplica menos de 5% do PIB nacional em Educação. Desde então já se passaram 14 anos e a proposta de Plano Nacional de Educação em debate no Congresso Nacional define a meta de atingir 7% do PIB na Educação em ... 2020!!!

O argumento do Ministro da Educação, em recente audiência na Câmara dos Deputados, foi o de que não há recursos para avançar mais do que isso. Essa resposta não pode ser aceita. Investir desde já 10% do PIB na educação implicaria em um aumento dos gastos do governo na área em torno de 140 bilhões de reais. O Tribunal de Contas da União acaba de informar que só no ano de 2010 o governo repassou aos grupos empresariais 144 bilhões de reais na forma de isenções e incentivos fiscais. Mais de 40 bilhões estão prometidos para as obras da Copa e Olimpíadas. O Orçamento da União de 2011 prevê 950 bilhões de reais para pagamento de juros e amortização das dívidas externa e interna (apenas entre 1º de janeiro e 17 de junho deste ano já foram gastos pelo governo 364 bilhões de reais para este fim). O problema não é falta de verbas públicas. É preciso rever as prioridades dos gastos estatais em prol dos direitos sociais universais.

Por esta razão estamos propondo a todas as organizações dos trabalhadores, a todos os setores sociais organizados, a todos(as) os(as) interessados(as) em fazer avançar a educação no Brasil, a que somemos força na realização de uma ampla campanha nacional em defesa da aplicação imediata de 10% do PIB nacional na educação pública. Assim poderíamos levar este debate a cada local de trabalho, a cada escola, a cada cidade e comunidade deste país, debater o tema com a população. Nossa proposta é, inclusive, promover um plebiscito popular (poderia ser em novembro deste ano), para que a população possa se posicionar. E dessa forma aumentar a pressão sobre as autoridades a quem cabe decidir sobre esta questão.

Convidamos as entidades e os setores interessados que discutam e definam posição sobre esta proposta. A idéia é que façamos uma reunião de entidades em Brasília (dia 21 de julho, na sede do Andes/SN). A agenda da reunião está aberta à participação de todos para que possamos construir juntos um grande movimento em prol da aplicação de 10% do PIB na educação pública, consensuando os eixos e a metodologia de construção da Campanha.

Junho de 2011.

ABEPSS, ANDES-SN, ANEL, CALET-UnB, CFESS, COLETIVO VAMOS À LUTA, CSP-CONLUTAS, CSP-CONLUTAS/DF, CSP-CONLUTAS/SP, DCE-UnB, DCE-UFRJ, ENECOS, ENESSO, EXNEL, FENED, MST, MTL, MTST/DF, MUST, OPOSIÇÃO ALTERNATIVA, CSP-CONLUTAS/RN, PRODAMOINHO, SEPE/RJ, SINASEFE, SINDREDE/BH, UNIDOS PRÁ LUTAR.

1º CONGRESSO DA ANEL: O NOVO PEDE PASSAGEM

1º Congresso da ANEL: O Novo Pede Passagem.

Declaração da Comissão Executiva Nacional - ANEL

É com enorme alegria e orgulho que a Comissão Executiva Nacional vem compartilhar uma primeira avaliação do 1º Congresso da ANEL. Realizado entre os dias 23 a 26 de junho em Seropédica, Rio de Janeiro, o Congresso foi um verdadeiro sucesso. Todos os que estiveram presentes saíram de um jeito diferente de como entraram, cheio de histórias pra contar e armados para enfrentar os novos desafios do movimento estudantil brasileiro. Marcando a consolidação da ANEL na realidade nacional e uma presença incontestável nas universidades e escolas do país, construímos com nossas próprias mãos a história e não temos dúvidas de que temos ainda um longo caminho pela frente, que só com muita dedicação e unidade entre os lutadores, irá fortalecer o movimento estudantil democrático, independente, de luta e aliado aos trabalhadores.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a representatividade do Congresso. Contou com mais de 1700 presentes e de 1100 delegados, representando milhares de estudantes das principais universidades e escolas do país. Cada um com seu kit-congresso de caderno de resoluções e contribuições, bloco, caneta e caneca da ANEL, a participação ativa de todos foi uma marca fundamental. Persistindo em discussões até tarde da noite, contribuindo em cada Grupo de Discussão com novas propostas, apresentando o acúmulo de sua entidade, ajudando na organização e limpeza do Congresso, participando com muita empolgação nas festas, todos os estudantes livres foram protagonistas do Congresso.

Logo na Mesa de Abertura, era possível identificar uma característica do Congresso: esteve ao longo de sua construção e em todos os debates de lá, colado a cada processo de luta, no nosso país e em todo o mundo. Um ponto alto na abertura foi a saudação do cabo Daciolo, do corpo dos bombeiros, que dizia que se os estudante eram bombeiros em apoio à sua luta, naquele momento ele que era estudante como nós. A servidora Ivanilda da UFRRJ, em nome do Comando de Greve da Rural, fez sua saudação também; assim como a Marina do ANDES-SN, o Cleber do sindicato da construção civil de Belém do Pará, Mancha da CSP Conlutas, Julio do DCE UFRJ, Clara da CEN, Neto do MST, Guilherme do MTST, Adriano do CA de História da UNESP-Franca. Cantando com força: “Não sou capacho do governo federal, sou estudante livre da Assembléia Nacional” iniciou-se o 1º Congresso da ANEL.

O primeiro dia de Congresso serviu para aprofundar o debate sobre a conjuntura nacional e os rumos da educação brasileira, esmiuçando nos grupos de discussão nossa compreensão sobre o novo Plano Nacional de Educação do governo Dilma, que sistematiza os principais ataques à educação que promoveu o governo Lula. Combinado com uma excelente exposição à noite da professora Amanda Gurgel, e dos professores Valério Arcary, Otaviano Helene e Nicholas Davies, chegamos a uma compreensão comum da necessidade de combater o PNE e exigir 10% do PIB para a educação já, lutando pelas melhorias em cada universidade e escola.

A sexta-feira iniciou com uma demonstração de solidariedade internacional da entidade. Clara Saraiva, da CEN, dividiu com todos a experiência que teve no Egito, na viagem que fez representando a ANEL. Falaram também Adrian, estudante da Espanha que participou dos protestos do 15-M, Nacho estudante da Argentina, Muhib da Palestina, Soraya palestina-brasileira que participou da 3ª Intifada, Sebastian, carteiro da Suiça, além de uma saudação de estudante do Paraguay. Ao fim, o Didi da CSP Conlutas fez uma explanação sobre a importância da solidariedade dos trabalhadores e da juventude brasileira aos processos de luta que estão ocorrendo no mundo árabe e em toda a Europa.

À tarde, nos grupos de discussão, aprofundamos os debates sobre concepção de entidade, o trabalho de base e as finanças da ANEL, pontos fundamentais no seu processo de consolidação. Nesses GDs, ressaltamos a importância do auto-financiamento do Congresso, que só foi possível graças ao suor de cada estudante que vendeu rifas, fez pedágios, campanhas financeiras com muito orgulho de construir uma entidade independente, que se recusa a receber dinheiro de empresas e governos! Nesse sentido, discutimos a importância de que a ANEL avance em sua estruturação financeira, com repasses regulares das entidades e Comissões Executivas Estaduais, além de uma contribuição individual de cada estudante livre que constrói e ANEL.

Sábado foi o dia dos grupos de discussão de combate às opressões, divididos entre mulheres, negros e negras e LBGT, e dos Painéis Temáticos. Foram 8 temas abordados: meio ambiente, criminalização dos movimentos sociais, violência e legalização das drogas, saúde, transporte, cultura e mídia independente, questão agrária e esportes. Foi um momento muito rico na elaboração do programa da entidade, onde todos puderam contribuir muito e ser parte ativa na construção da ANEL.

O Congresso teve uma marca muito importante, que esteve presente desde a sua construção até as discussões em Seropédica: um combate cotidiano e intransigente às opressões. A partir de casos ocorridos com alguns moradores do alojamento da universidade rural de machismo e homofobia, os estudantes se organizaram e fizeram atos que deram um verdadeiro exemplo de como deve ser o combate às opressões. E a presença desse tema com força no Congresso instaurou um clima permanente de respeito às diversidades, solidariedade entre os participantes, construção coletiva, que sem dúvida contagiou todos e todas presentes.

Por fim, no domingo, com a tristeza de estar chegando ao fim e a alegria de ter realizado um grandioso Congresso, os delegados votaram as Resoluções Congressuais. As propostas enviadas por cada GD e Painel Temático foram sistematizadas por uma comissão de entidades eleita no Congresso, e apresentadas a todo o Plenário, onde eram feitos destaques e se votava a posição da maioria dos delegados. Muito à vontade para discordar, criticar, propor novas formulações, cantar palavras de ordem, os estudantes livres foram aos poucos votando e amarrando o Programa da ANEL.

A principal Campanha Nacional votada pelo Congresso foi da luta contra o novo PNE do governo Dilma e em defesa dos 10% do PIB para a educação já. Encaminhamos a participação da ANEL na Jornada de Lutas de agosto, que será realizada do dia 17 ao dia 26, com uma Marcha em Brasília no dia 24, articulada com diversas entidades como a CSP Conlutas e o ANDES-SN. Convidamos desde já a esquerda da UNE a construir essa Campanha conosco, porque só com a unidade dos lutadores poderemos barrar esse projeto e conquistar a educação que queremos. Lançamos também um desafio ao Congresso da UNE: já que se diz a favor dos 10% do PIB pra educação, que venha conosco construir um Plebiscito exigindo o investimento do governo federal já. Com um Congresso que vai aplaudir de pé o PNE da Dilma e fechar os olhos pro corte de 3,1 bilhões de reais da educação, achamos difícil que a UNE aceite o desafio...

Votamos, entre outras coisas, uma estrutura de funcionamento, arrecadação financeira e trabalho de base da entidade, que sem dúvida serão fundamentais para fazer a ANEL avançar em sua presença no movimento estudantil, fortalecendo seus princípios. Aprovamos ainda a confecção de um kit anti-homofobia da ANEL, responsáveis na CEN pelo debate das opressões, e referendamos o apoio incondicional que a ANEL dá à juventude que vem se mobilizando em todo o mundo.

Ao canto de “Ser da ANEL, ser lutador, ai que coisa linda! O Congresso acabou...” em homenagem ao grito dos bombeiros, e numa empolgação contagiante, fizemos uma caminhada de encerramento do Congresso e as delegações prepararam as suas voltas. Saímos, sem a menor sombra de dúvida, muito mais fortalecidos e empolgados para levar adiante a construção da ANEL, ganhando novos estudantes livres, construindo no dia a dia as lutas em cada escola e universidade e fortalecendo esse instrumento de luta, que com certeza ainda vai dar muito o que falar. “Nada Será Como Antes, com a Assembléia Nacional dos Estudantes!”.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

22 DE MAIO FICARÁ MARCADO NA HISTÓRIA MARINGAENSE COM A 1ª CAMINHADA DA DIVERSIDADE

No último domingo, 22 de Maio, ocorreu em Maringá – PR a 1ª Caminhada da Diversidade – Maringá a favor da Igualdade. Nós da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (Norte do Paraná), que aprovamos em nossa 1ª Assembleia Regional a construção desse evento, participamos efetivamente do mesmo, protagonizando a abertura da caminhada com uma faixa exigindo a Criminalização da Homofobia a partir da aprovação da PLC 122. 

A Caminhada contou com a presença de aproximadamente 600 pessoas, dentre elas membros da comunidade LGBTT e simpatizantes, reivindicando desde o livre direito a andar de mãos dadas e namorar em espaços públicos até que o governo Dilma aprove o PLC.

Para nós, esse evento foi fundamental para expor a pauta de reivindicação do Movimento LGBTT em Maringá. Isso devido ao fato desta cidade apresentar um perfil extremamente conservador que se expressa em atitudes dos governantes locais como o veto do prefeito Silvio Barros II do mesmo Partido do deputado Jair Bolsonaro (PP) ao projeto Escola sem Homofobia. 

Esta Caminhada, que ficará marcada na história maringaense, faz parte de um processo de luta pela equiparação de direitos dos homossexuais que ocorre nacionalmente. Exemplos desse processo são a II Marcha Nacional contra a Homofobia que ocorreu no último dia 18 em Brasília, os Beijaços em diversas universidades estaduais e federais e os debates organizados para discutir os rumos do movimento LGBTT brasileiro. 

Apesar de vivermos no século XXI e em uma sociedade que já sofreu diversas modificações, acreditamos que estas não foram suficientes para vivermos realmente em uma sociedade igualitária. Assim, cabe a nós, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais nos mobilizarmos desde já em busca de um novo alvorecer. Para isso, lutamos pelo amor igual, para que os homossexuais possam manifestar seus sentimentos sem qualquer represália, sem medo de agressões, piadinhas de mau gosto ou provocativas, ou seja, para que esse amor seja reconhecido como verdadeiro. 

Muitos assistem novelas, como foi o caso em “O Clone”, e se emocionam com o amor de Jade por Lucas, impossibilitado de se realizar, por inúmeros fatores, então porque não nos emocionarmos com o amor de um casal homossexual que não podem se unir legalmente? 

Contudo, apesar da vitória na 1ª Caminhada da Diversidade, acreditamos que devemos ampliar nossa organização em defesa dessa pauta e por isso, nós da ANEL – Norte do Paraná convidamos todos estudantes, sejam da comunidade LGBTT ou não, da Universidade Estadual de Maringá a dar continuidade a essa luta legítima. Para isso, estamos propondo a criação de um Grupo de Trabalho da ANEL na UEM que discuta e elabore nossa política relacionada aos setores mais oprimidos da sociedade atual, ou seja, os homossexuais, mulheres e negros. 

Assim, convidamos todos para nossa primeira reunião que ocorrerá na próxima sexta-feira (27/05), às 18 horas, no bloco M-05 da UEM. Pois, “o mundo evoluiu tanto e eu ainda não tenho um lugar para namorar” (Reinaldo Arenas, escritor cubano e homossexual – modificado).

terça-feira, 17 de maio de 2011

DIA 22, PARTICIPE DA CAMINHADA DA DIVERSIDADE

CAMINHADA DA DIVERSIDADE
Maringá a favor da Igualdade.
22 de Maio de 2011 – 15 Horas – Praça do Paço Municipal.

Um verso do poema “Quase” de Fernando Pessoa nos é útil em compreender a questão homoafetiva no Brasil atualmente: ‘Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza’. Nossa luta por direitos civis foi ecoar no Judiciário Federal (no último dia 05 de Maio reconheceu a União Estável para casais homossexuais, que NÃO é o mesmo casamento civil da maioria dos casais), mas em “quase nada” repercutiu no Governo Dilma (PT), que possui maioria no Congresso Nacional. A presidenta prefere enaltecer suas alianças políticas com megaempreiteiras e com setores religiosos conservadores do que reconhecer a legitimidade dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Exigimos que o Governo Federal proponha a equiparação jurídica dos direitos civis para LGBTTTs e utilize sua maioria parlamentar para fazer aprová-la no Senado e na Câmara.

Vamos às ruas não somente porque queremos casar como os heterossexuais, mas queremos dizer aos maringaenses e circunvizinhos que o Nosso Amor é Bonito, é Fraterno, é Digno, É Igual. Sabemos que nenhum homem, nenhuma mulher, nenhuma travesti têm o direito de se sentir expulsa(o) de seus próprios afetos e assim, Nando Reis nos brinda com sua música “Quem vai dizer tchau” ao dizer ‘tornar o Amor Real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém!’ Quem pode pensar que uma lésbica, uma travesti ou um gay não queira andar de mãos dadas com sua namorada ou namorado na Avenida Tiradentes (ou qualquer outra) de Maringá? Existem pessoas que Matam o Amor: em 2010 os assassinatos de pessoas LGBTTT cresceram 31,3% em relação a 2009 segundo o relatório anual do Grupo Gay da Bahia. Exigimos a Criminalização exemplar e inafiançável de todas as formas de fomento e efetivação de violência contra LGBTTTs já a partir da aprovação do PL 122.

Em 2009 o Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da USP identificou por meio da Pesquisa “Mosaico Brasil” que existem em Maringá aproximadamente 30 mil habitantes LGBTTTs. Mesmo assim, o Prefeito Sílvio Barros II (PP) que em 2007 foi condenado pelo Tribunal de Justiça por utilizar funcionário e veículo oficial do município no transporte do filho à escola particular, vetou o Projeto Escola sem Homofobia com o argumento que tal iniciativa traria mais preconceito e segregação. Do mesmo modo, o deputado Jair Bolsonaro (do mesmo PP de Maluf) é contra a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas de 1º grau do país ao postular que isto estimularia crianças e adolescentes a tornarem-se gays. Pensamos como Caetano Veloso em “O último Romântico”, ‘Só falta abandonar a Velha Escola’, e queremos dizer com salto alto, que nós professores e professoras homossexuais vamos defender com todas as forças de nossos corações aquilo que as crianças e adolescentes possuem de mais humano: Seu Direito a Vida e a Educação! Exigimos do MEC legislação obrigando Ensino Público e Privado em todos os níveis a adequar currículo abordando educação sexual, abordagem cientifica sobre as diversas orientações sexuais, origens da opressão sexista e história do movimento de libertação mundial e brasileiro.

Convidamos os Homens e Mulheres de Maringá e Região: Pais, Mães e Familiares de LGBTTT, Professores Universitários e das Redes Estaduais, Municipais e Privada, Comerciantes e Comerciários, Profissionais Liberais (Advogados, Assistentes Sociais, Enfermeiros, Médicos, Psicólogos, etc.), Trabalhadores das Indústrias Têxteis, Alimentícias, Metalúrgicas e demais, Estudantes e inclusive, o Prefeito Sílvio Barros II para Caminhar no próximo dia 22 e Cantar o Amor Conosco,
Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém

O amor já desvendou nosso lugar

E agora está de bem

Marcelo Camelo
"Conversa de Botas Batidas" 

 In: Ventura.

Robson Gibim ANEL/PR (44)84167778

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Reunião da Executiva da ANEL-Norte do Paraná

Cidade? Londrina
 
Local? DCE-Centro (O DCE fica localizado na esquina das ruas Piauí e Hugo Cabral, no centro de Londrina)
 
Quando? Sábado (14-05)
 
Horário? 16h

A ANEL convida tod@s @s Estudantes, CAs e DCEs para participar da Reunião da Executiva Regional da ANEL-Norte do PR.

Recentemente os governos Federal e Estadual anunciaram constes de verbas para a Educação. Dilma Russeff cortou mais de 3 bilhões da Educação e Beto Richa, cortou 38% dos custeios das Universidade Pública do Paraná. Entretanto a realidade da UEL e UEM mostra que é necessário a ampliação do investimento na educação.

De um lado os corte de verbas, do outro a realidade mostra que é necessário a ampliação dos investimentos para a Ampliação do RU do Campus Maringá e construção nos outros campi, além da necessidade de contratação de professores e técnico-administrativos efetivos, etc, etc, etc…

Nós, da ANEL, convidamos todos para organizarmos e ampliarmos nossas discussões e construirmos uma Campanha Unificada, que organize o Norte do Paraná, UEM e UEL e os Secundaristas. A 1º Reunião da Executiva Regional será nesse Sábado, dia 14 de Maio, no DCE as 16 horas.

terça-feira, 3 de maio de 2011

NOTA DA ANEL: NÃO AO CORTE DO VALOR DA BOLSA-TRABALHO DA UEM

A Universidade Estadual de Maringá, por meio de seu Conselho de Administração (CAD), nessas últimas semanas vem discutindo o Orçamento Gerencial da universidade. Nessa questão, ficam evidentes os reflexos dos cortes no orçamento federal e estadual realizados por Dilma e Beto Richa, respectivamente. 

A UEM ampliou somente no último ano em 14 novos cursos e essa expansão não foi realizada com o mínimo de coerência possível, pois faltam professores, funcionários, laboratórios e uma política de permanência aos novos estudantes. 

Nós da ANEL, que compomos a Gestão Movimente-se no DCE-UEM, sempre denunciamos os problemas que enfrentamos em nossa universidade. Foi assim no ato realizado pelos estudantes de Educação Física que demonstraram a falta generalizada de professores. Também durante a ocupação realizada no Restaurante Universitário (RU), quando dizíamos que os problemas dos funcionários e dos estudantes estavam relacionados ao corte. Agora, mais uma vez, isso se torna evidente no corte que seria realizado no valor da Bolsa-Trabalho. 

A Bolsa de Formação Acadêmica, vulgo Bolsa-Trabalho, está longe de ser uma Política de Permanência aos estudantes e existe simplesmente pela falta de funcionários na UEM. Para a universidade é muito mais fácil manter essa bolsa em detrimento a contratação de novos funcionários, pois além da remuneração ser inferior (o bolsista recebe R$ 3,75 enquanto um funcionário de carreira recebe cerca de R$ 8,00 por hora trabalhada), não necessita pagar os encargos trabalhistas que realizaria. 

Nossa posição sempre foi clara em relação a essa bolsa. Acreditamos que nela existem diversos problemas, pois os estudantes geralmente desempenham funções que não estão relacionadas à sua formação e o critério do número de bolsas e seleção estão relacionados apenas com o déficit do quadro funcional da UEM ao invés da real demanda estudantil. 

Além disso, acreditamos que os estudantes saem de suas residências familiares para cursar sua graduação, desenvolver projetos e não para trabalhar dentro de uma universidade em algo que não está relacionado ao seu curso. Por isso, sempre defendemos que essa bolsa seja transformada imediatamente em bolsa de Ensino e que todos bolsistas sejam automaticamente vinculados a essa modalidade. 

Apesar de nossas críticas a Bolsa-Trabalho, para nós, ela é importante para os estudantes se manterem dentro de Maringá e conseguirem pagar o aluguel mais caro do Paraná. Assim, nos posicionamos contrário à proposta da Reitoria e propusemos dentro dos Fóruns do DCE a realização do ato (02/05) quando seria votado o orçamento gerencial da UEM, pois a vitória nessa votação seria crucial para podermos manter o valor da bolsa. 

A realidade demonstrou mais uma vez a importância da Mobilização Estudantil. Os manifestantes ao lado de fora da reitoria davam forças aos representantes discentes dentro da reunião do CAD. Assim, conseguimos aprovar uma proposta de orçamento que mantem o valor das bolsas. Contudo, a luta continua, pois na próxima quinta-feira irá ser votado neste conselho o valor e a vigência das bolsas. 

Assim, convocamos tod@s estudantes a participarem da Assembléia Extraordinária da Gestão, na quarta-feira às 17h30 e se encontrar na frente do DCE às 13h30 da quinta-feira para cobrarmos desse conselho que mantenha o valor atual da Bolsa-Trabalho

quarta-feira, 27 de abril de 2011

PROGRAMAÇÃO DA 1ª ASSEMBLEIA REGIONAL DA ANEL - NORTE DO PARANÁ

Segue abaixo a programação da 1ª Assembleia Regional da ANEL - Norte do Paraná:

9h – Apresentação da ANEL 

9h30 – Mesa de Abertura: “Os cortes de verba dos governos Dilma e Beto Richa e os desafios da Juventude” (convidados: ANEL PARANÁ, DCE-UEM, Coletivo da Luta Não me Retiro - UEM, Centro Acadêmico de Letras - UEM, Grêmio do Colégio Estadual Panorama – Sarandi, Coletivo Pró-Cotas – UEL e CSP-CONLUTAS). 

11h30 – Almoço 

13h – Grupos de Discussão Temáticos: Expansão; Acesso e Permanência; Opressões; Secundaristas e Meio-Ambiente. 

16h – Plenária Final e Eleição da Comissão Executiva Regional da ANEL – Norte do Paraná 

18h – Festa para Arrecadação de Finanças para o 1º Congresso da ANEL

PARTICIPE DO DIA NACIONAL DE LUTAS

(clique na imagem para ampliar)

CARTA CONVOCATÓRIA DA 1ª ASSEMBLEIA REGIONAL - NORTE DO PARANÁ

(clique para ampliar)
O início de 2011 já evidencia qual a verdadeira situação em que se encontra o povo brasileiro, os trabalhadores e juventude. Enquanto os parlamentares têm seus salários absurdamente aumentados em 62%, juntamente com a Presidenta Dilma, em 133%, os trabalhadores são obrigados a viver com míseros R$ 545, enquanto os preços dos alimentos sobem vertiginosamente. Também neste inicio de ano, vivenciamos o aumento das passagens em várias capitais do país, onde os estudantes saíram às ruas denunciando mais esse ataque por parte dos empresários e governo e reivindicando o passe-livre. Em Maringá, por exemplo, sofremos com a licitação direcionada que o prefeito Silvio Barros (PP) implementou para dar à empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) o monopólio por mais 40 anos. 

Apesar da propaganda de que o Brasil vive uma fase de crescimento econômico muito forte, Dilma já abre as portas do seu governo anunciando a suspensão de concursos públicos, ataque aos direitos dos servidores das universidades públicas, privatização dos Hospitais Universitários (MP 520 assinada por Lula no final de 2010) e um corte de R$ 50 bi no orçamento nacional, que significou também uma tesourada de mais de R$ 3 bi na educação. Já no Paraná, o governo Beto Richa (PSDB) assumiu o Palácio do Iguaçu com um corte de 38% das verbas de custeio das universidades paranaenses e, logo após assumir, cortou mais 15% de todas as secretarias, incluindo da educação. 

Assim, ficam explícitos o reflexo da política educacional dos governos: faltam professores, filas nos Rus (além do preço abusivo na UEL), estudantes através de bolsas trabalho suprem a falta de funcionários nas universidades e nas escolas secundaristas além do número elevado de estudantes por sala de aula, estes ainda convivem com a falta de refeitórios nos colégios. 

Contudo, os estudantes demonstram que não se calaram e que estão dispostos a lutar pelo direito a educação. Os estudantes da Educação Física da UEM pararam a BR-276 lutando por contratação de professores, o DCE da UEM em solidariedade aos trabalhadores do RU, pularam catracas, os secundaristas de Sarandi dão exemplo nacionalmente de combate as políticas privatistas do município, sendo vanguarda na derrubada do prefeito em 2010. 

São nessas lutas que a ANEL vem se construindo, se colocando na linha de frente na defesa da qualidade do ensino e unificando forças com os trabalhadores. Por isso, neste sábado (30/04) realizaremos, a partir das 9h, na UEM a nossa I Assembleia Regional da ANEL – Norte do Paraná. Convidamos tod@s estudantes a estarem presentes conosco discutindo a construção do Primeiro Congresso da ANEL e fortalecendo as lutas locais, sendo um importante espaço para debater e organizar as tarefas colocadas ao movimento estudantil e avançar na consolidação da entidade. Além de debater os desafios em relação à educação, meio ambiente, conjuntura, opressões e o papel que cumpre a juventude nas diversas lutas que estão acontecendo no mundo e no país. 


PARTICIPE!